<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4356151453358958478</id><updated>2011-07-30T09:09:53.336-07:00</updated><title type='text'>Sons de Chumbo</title><subtitle type='html'>O Brasil militar contestado através da arte.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://sonsdechumbo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4356151453358958478/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sonsdechumbo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Pedro Roberto Pontual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01404049198254191600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/__Y3jwmrkU3w/STlrp5Pe93I/AAAAAAAAAME/asGIBb0VsJM/S220/EUp%26b.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>16</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4356151453358958478.post-6588074392313668517</id><published>2011-02-17T08:48:00.000-08:00</published><updated>2011-02-17T08:51:34.343-08:00</updated><title type='text'>“CANÇÕES DO EXÍLIO: A LABAREDA QUE LAMBEU TUDO”</title><content type='html'>Geneton Moraes Neto, o maior jornalista desta geração (pelo menos na minha opinião) brinda-nos com documentário imperdível sobre os anos de chumbo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clique e conheça: &lt;a href="http://g1.globo.com/platb/geneton/2011/02/08/caetano-revela-militares-gravaram-interrogatorio-a-que-foi-submetido-no-rio-de-janeiro-e-pergunta-onde-estarao-estas-fitas-e-mais-o-dia-em-que-chico-anysio-se-ofereceu-para-ajudar-caetano-a-v/"&gt;Aqui&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4356151453358958478-6588074392313668517?l=sonsdechumbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sonsdechumbo.blogspot.com/feeds/6588074392313668517/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4356151453358958478&amp;postID=6588074392313668517' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4356151453358958478/posts/default/6588074392313668517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4356151453358958478/posts/default/6588074392313668517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sonsdechumbo.blogspot.com/2011/02/cancoes-do-exilio-labareda-que-lambeu.html' title='“CANÇÕES DO EXÍLIO: A LABAREDA QUE LAMBEU TUDO”'/><author><name>Pedro Roberto Pontual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01404049198254191600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/__Y3jwmrkU3w/STlrp5Pe93I/AAAAAAAAAME/asGIBb0VsJM/S220/EUp%26b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4356151453358958478.post-8535117638606455687</id><published>2010-04-15T09:36:00.000-07:00</published><updated>2010-04-15T09:43:27.893-07:00</updated><title type='text'>O Teatro na época da ditadura</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/__Y3jwmrkU3w/S8dB_IaHWpI/AAAAAAAAAUU/Xie25jbYhGU/s1600/calabar-divulgacao.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 300px; FLOAT: left; HEIGHT: 302px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5460405626054597266" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/__Y3jwmrkU3w/S8dB_IaHWpI/AAAAAAAAAUU/Xie25jbYhGU/s400/calabar-divulgacao.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Carlos Aparecido dos Santos (*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Independente de toda a sua pujança e liberdade, o teatro como todas as outras expressões artísticas sofreu um revés que tolheu toda a sua capacidade criadora e motivadora: a censura. Nesta pesquisa abordaremos os efeitos que a ditadura exerceu sobre o teatro no período de 1964-1968.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil no contexto político - 1964 -1968&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Castro (2004), nos bastidores do governo, tramava-se o pior golpe político que o país sofreria desde o início de sua história: o movimento político-militar deflagrado em 31 de março de 1964 com o objetivo de depor o governo do presidente João Goulart. Sua vitória acarretou profundas modificações na organização política do país, bem como na vida econômica e social. Todos os cinco presidentes militares que se sucederam desde então, declararam-se herdeiros e continuadores da Revolução de 1964. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A crise político-institucional da qual nasce o regime militar começa com a renúncia do presidente Jânio Quadros, em 1961. Agrava-se durante a administração João Goulart (1961-1964), com a radicalização populista do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e de várias organizações de esquerda e com a reação da direita conservadora. Goulart tenta mobilizar as massas trabalhadoras em torno das reformas de base, que alterariam as relações econômicas e sociais no país. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Esses fatos, segundo Castro (2004) leva o empresariado, parte da Igreja Católica, a oficialidade militar e os partidos de oposição, liderados pela União Democrática Nacional (UDN) e pelo Partido Social Democrático (PSD), a denunciar a preparação de um golpe comunista, com a participação do presidente. Além disso, responsabilizam-no pela carestia e pelo desabastecimento. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No dia 13 de março de 1964, o governo promove grande comício em frente da estação ferroviária Central do Brasil, no Rio de Janeiro, em favor das reformas de base. Os conservadores reagem com uma manifestação em São Paulo, a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, em 19 de março. A tensão cresce. No dia 31 de março, tropas saídas de Minas Gerais e São Paulo avançam sobre o Rio, onde o governo federal conta com o apoio de setores importantes da oficialidade e das Forças Armadas. Para evitar a guerra civil, Goulart abandona o país e refugia-se no Uruguai.&lt;br /&gt;No dia 1º de abril, o Congresso Nacional declara a vacância da Presidência. Os comandantes militares assumem o poder. Em 9 de abril é decretado o Ato Institucional Nº 1 (AI-1), que cassa mandatos e suspende a imunidade parlamentar, a vitaliciedade dos magistrados, a estabilidade dos funcionários públicos e outros direitos constitucionais. Segundo Castro (2004), a falta de reação do governo e dos grupos que lhe davam apoio foi notável, não se conseguiu articular os militares legalistas. A crise econômica se aprofunda e mergulha o Brasil na inflação e na recessão. Crescem os partidos de oposição, fortalecem-se os sindicatos e as entidades de classe. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;De todos os setores, a imprensa foi a que sofreu a mais profunda censura. A TV, o rádio, e todos os meios de comunicação eram vigiados de perto pelos militares, muitos eram perseguidos e expulsos do país, até mesmo mortos, por irem contra tais medidas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Foi nesse período, que o teatro sofreu a maior perseguição de sua história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Teatro sob pressão&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O teatro conheceu um esplendor que não resistiria à asfixia causada pela censura e pela repressão. Resultava do trabalho realizado, em especial, por dois grupos, o Oficina, em torno de seu diretor José Celso Martinez Corrêa (no exílio de 1974 a 78), e o Arena, em torno de Augusto Boal (no exílio a partir de 1969), que se dedicaram a criar uma dramaturgia brasileira e uma nova formação do ator. Escreveram e encenaram com muito sucesso, durante vários anos, originando vocações, peças, espetáculos e revelações de ator. Extremamente engajados, e invocando Brecht como nome tutelar, vincariam a história do teatro no país. Ambos os grupos seriam dizimados pelo AI - 5, Ato Institucional, que deflagrou o terror de Estado e exterminou aquilo que fora o mais importante ensaio de socialização da cultura jamais havido no país (Vasconcellos, 1987). &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4356151453358958478-8535117638606455687?l=sonsdechumbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sonsdechumbo.blogspot.com/feeds/8535117638606455687/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4356151453358958478&amp;postID=8535117638606455687' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4356151453358958478/posts/default/8535117638606455687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4356151453358958478/posts/default/8535117638606455687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sonsdechumbo.blogspot.com/2010/04/o-teatro-na-epoca-da-ditadura.html' title='O Teatro na época da ditadura'/><author><name>Pedro Roberto Pontual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01404049198254191600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/__Y3jwmrkU3w/STlrp5Pe93I/AAAAAAAAAME/asGIBb0VsJM/S220/EUp%26b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/__Y3jwmrkU3w/S8dB_IaHWpI/AAAAAAAAAUU/Xie25jbYhGU/s72-c/calabar-divulgacao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4356151453358958478.post-3820173413817644050</id><published>2010-03-25T05:06:00.000-07:00</published><updated>2010-03-25T05:15:09.397-07:00</updated><title type='text'>LANÇAMENTO DO LIVRO DOSSIÊ DA DITADURA</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/__Y3jwmrkU3w/S6tSBQw_YUI/AAAAAAAAAUM/crA2XPN_Jv4/s1600/CONVITE+LAN%C3%87AMENTO+DOSSI%C3%8A+DITADURA+NO+RECIFE+DIA+31+DE+MAR%C3%87O+2010.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5452541955495911746" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 290px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/__Y3jwmrkU3w/S6tSBQw_YUI/AAAAAAAAAUM/crA2XPN_Jv4/s400/CONVITE+LAN%C3%87AMENTO+DOSSI%C3%8A+DITADURA+NO+RECIFE+DIA+31+DE+MAR%C3%87O+2010.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Oportunidade para rever amigos e adquirir mais um exemplar sobre a redemocratização do nosso país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando: 31.03.10&lt;br /&gt;Onde: SEDE REGIONAL DO MEC - RUA DO BOM JESUS 237 - RECIFE ANTIGO.&lt;br /&gt;Hora: 19h&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica a dica!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4356151453358958478-3820173413817644050?l=sonsdechumbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sonsdechumbo.blogspot.com/feeds/3820173413817644050/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4356151453358958478&amp;postID=3820173413817644050' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4356151453358958478/posts/default/3820173413817644050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4356151453358958478/posts/default/3820173413817644050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sonsdechumbo.blogspot.com/2010/03/lancamento-do-livro-dossie-da-ditadura.html' title='LANÇAMENTO DO LIVRO DOSSIÊ DA DITADURA'/><author><name>Pedro Roberto Pontual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01404049198254191600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/__Y3jwmrkU3w/STlrp5Pe93I/AAAAAAAAAME/asGIBb0VsJM/S220/EUp%26b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/__Y3jwmrkU3w/S6tSBQw_YUI/AAAAAAAAAUM/crA2XPN_Jv4/s72-c/CONVITE+LAN%C3%87AMENTO+DOSSI%C3%8A+DITADURA+NO+RECIFE+DIA+31+DE+MAR%C3%87O+2010.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4356151453358958478.post-975168402376856432</id><published>2009-12-31T04:35:00.000-08:00</published><updated>2010-01-03T08:05:49.110-08:00</updated><title type='text'>O tom do Jobim e seus militares</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não podemos e não devemos crer que exista um povo que se envergonhe, que queira empurrar para baixo do tapete a sujeira do seu passado. Como pode um povo, de um país democrático, não ter o direito de conhecer sua história? Os fatos devem ser trazidos à luz para que a população saiba exatamente o que ocorreu e assim ter total noção do perigo do regime de exceção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo brasileiro tem o dever de criar condições para que sejam dirimidas todas as dúvidas e sejam corrigidos erros do passado. Não é justo que uma mãe passe a vida procurando o cadáver de seu filho sem que se obtenha êxito nesta procura e sem ter uma perspectiva de elucidar esta questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como pode uma nação republicana esconder em arquivos militares as verdades sobre algo tão nefasto quanto um massacre ocorrido nas matas do Araguaia? Isto só para citar um exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossas crianças não aprendem História do Brasil, mas estória do Brasil. Pergunte a um filho, um sobrinho, uma criança qualquer se já ouviram falar de Carlos Marighella, de Lamarca, de Pauline Reischtul, de Cabo Anselmo, de Gregório Bezerra, do Coronel Darci Viana Vilock, do Delegado Fleury. Não se está a falar de uma criança educada no norte, sul, nordeste ou sudeste. Fala-se de qualquer criança, educada em qualquer lugar do mundo. Isto é uma vergonha! Já diz o âncora do jornal da noite, e repete-se pelos mais longínquos grotões do país. Um povo que não conhece sua história, não se conhece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ode a imbecilidade popular é atualmente exaltada por Jobim e por milicos que fazem da obscuridade documental a principal fonte de alienação do nosso povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Justiça; Palavra complexa e ao mesmo tempo tão elucidativa, porém cada um enxerga a justiça que lhe é conveniente, pois quando os militares bradam que em 1979 houve a anistia ampla geral e irrestrita, tentam dar um ar de justiça na incineração de documentos comprobatórios dos crimes de tortura acontecidos em terrenos de Aeronáutica pouco tempo atrás. Tentam justificar a imbecilidade de um povo ante sua história, porém senhores de fardas, Anistia nada tem a ver com Amnésia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jobim, parafraseia seu genial homônimo o Tom e “desafina”. Desafina do pensamento moderno, pois parece viver na idade das trevas quando defende que os documentos, cujo conteúdo possa trazer constrangimentos à cúpula das forças armadas, continue escondidos, trancafiados em porões até que traças e ratos os destruam, ou até que se incinere mais e mais documentos públicos oficiais que deveriam estar nas prateleiras dos arquivos públicos nacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se entende tal defesa da ocultação deste período, será vergonha? Medo? Será ainda ideologia? Precisa-se deixar claro que não se quer colocar atrás das grades quem ainda estiver caqueticamente vivo, nem tão pouco apedrejar túmulos de quem quer que seja. O que se quer, isto sim, é dar o direito de dona Elzita Santa Cruz enterrar dignamente os restos mortais de seu filho, Fernando Santa Cruz, que simboliza a luta das famílias que desejam encontrar e enterrar seus mortos. O que se quer, é dar o direito de vermos justiça ainda que tardia na reparação àqueles que foram severamente torturados pelo Estado. Não se quer revanche senhores, o que não se quer é a penumbra, a barbárie e a injustiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário do Tom, este Jobim não sente imensa dor quando dizemos que está “desafinando” os anseios do povo brasileiro. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4356151453358958478-975168402376856432?l=sonsdechumbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sonsdechumbo.blogspot.com/feeds/975168402376856432/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4356151453358958478&amp;postID=975168402376856432' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4356151453358958478/posts/default/975168402376856432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4356151453358958478/posts/default/975168402376856432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sonsdechumbo.blogspot.com/2009/12/jobim-sem-tom-ante-os-milicos.html' title='O tom do Jobim e seus militares'/><author><name>Pedro Roberto Pontual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01404049198254191600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/__Y3jwmrkU3w/STlrp5Pe93I/AAAAAAAAAME/asGIBb0VsJM/S220/EUp%26b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4356151453358958478.post-2955541376513115459</id><published>2009-12-31T03:40:00.000-08:00</published><updated>2009-12-31T03:52:48.470-08:00</updated><title type='text'>Soy Loco Por Ti, America</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/__Y3jwmrkU3w/SzyQeqAALCI/AAAAAAAAAUE/q1-2P4PhZPw/s1600-h/ditadura.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5421366907792010274" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 295px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/__Y3jwmrkU3w/SzyQeqAALCI/AAAAAAAAAUE/q1-2P4PhZPw/s400/ditadura.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Gilberto Gil, Capinan, Torquato Neto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soy loco por ti, América&lt;br /&gt;Yo voy traer una mujer playera&lt;br /&gt;Que su nombre sea Marti&lt;br /&gt;Que su nombre sea Marti...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soy loco por ti de amores&lt;br /&gt;Tenga como colores&lt;br /&gt;La espuma blanca&lt;br /&gt;De Latinoamérica&lt;br /&gt;Y el cielo como bandera&lt;br /&gt;Y el cielo como bandera...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soy loco por ti, América&lt;br /&gt;Soy loco por ti de amores...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorriso de quase nuvem&lt;br /&gt;Os rios, canções, o medo&lt;br /&gt;O corpo cheio de estrelas&lt;br /&gt;O corpo cheio de estrelas&lt;br /&gt;Como se chama amante&lt;br /&gt;Desse país sem nome&lt;br /&gt;Esse tango, esse rancho&lt;br /&gt;Esse povo, dizei-me, arde&lt;br /&gt;O fogo de conhecê-la&lt;br /&gt;O fogo de conhecê-la ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soy loco por ti, América&lt;br /&gt;Soy loco por ti de amores...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El nombre del hombre muerto&lt;br /&gt;Ya no se puede decirlo, quién sabe?&lt;br /&gt;Antes que o dia arrebente&lt;br /&gt;Antes que o dia arrebente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El nombre del hombre muerto&lt;br /&gt;Antes que a definitiva&lt;br /&gt;Noite se espalhe em Latino américa&lt;br /&gt;El nombre del hombre&lt;br /&gt;Es pueblo, el nombre&lt;br /&gt;Del hombre es pueblo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soy loco por ti, América&lt;br /&gt;Soy loco por ti de amores...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero o manhã que cante&lt;br /&gt;El nombre del hombre muerto&lt;br /&gt;Não sejam palavras tristes&lt;br /&gt;Soy loco por ti de amores&lt;br /&gt;Um poema ainda existe&lt;br /&gt;Com palmeiras, com trincheiras&lt;br /&gt;Canções de guerra&lt;br /&gt;Quem sabe canções do mar&lt;br /&gt;Ai hasta te comover&lt;br /&gt;Ai hasta te comover...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soy loco por ti, América&lt;br /&gt;Soy loco por ti de amores...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou aqui de passagem&lt;br /&gt;Sei que adiante&lt;br /&gt;Um dia vou morrer&lt;br /&gt;De susto, de bala ou vício&lt;br /&gt;De susto, de bala ou vício...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num precipício de luzes&lt;br /&gt;Entre saudades, soluços&lt;br /&gt;Eu vou morrer de bruços&lt;br /&gt;Nos braços, nos olhos&lt;br /&gt;Nos braços de uma mulher&lt;br /&gt;Nos braços de uma mulher...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais apaixonado ainda&lt;br /&gt;Dentro dos braços da camponesa&lt;br /&gt;Guerrilheira, manequim, ai de mim&lt;br /&gt;Nos braços de quem me queira&lt;br /&gt;Nos braços de quem me queira...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soy loco por ti, América&lt;br /&gt;Soy loco por ti de amores..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4356151453358958478-2955541376513115459?l=sonsdechumbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sonsdechumbo.blogspot.com/feeds/2955541376513115459/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4356151453358958478&amp;postID=2955541376513115459' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4356151453358958478/posts/default/2955541376513115459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4356151453358958478/posts/default/2955541376513115459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sonsdechumbo.blogspot.com/2009/12/soy-loco-por-ti-america.html' title='Soy Loco Por Ti, America'/><author><name>Pedro Roberto Pontual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01404049198254191600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/__Y3jwmrkU3w/STlrp5Pe93I/AAAAAAAAAME/asGIBb0VsJM/S220/EUp%26b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/__Y3jwmrkU3w/SzyQeqAALCI/AAAAAAAAAUE/q1-2P4PhZPw/s72-c/ditadura.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4356151453358958478.post-77884036615908237</id><published>2009-09-04T07:59:00.000-07:00</published><updated>2009-09-04T08:02:21.044-07:00</updated><title type='text'>Acorda Amor - Chico Buarque</title><content type='html'>Ando meio sem tempo para atualizar o blog, mas posto mais uma do Chico.&lt;br /&gt;(A mais realista de todas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acorda amor&lt;br /&gt;Eu tive um pesadelo agora&lt;br /&gt;Sonhei que tinha gente lá fora&lt;br /&gt;Batendo no portão, que aflição&lt;br /&gt;Era a dura, numa muito escura viatura&lt;br /&gt;Minha nossa santa criatura&lt;br /&gt;Chame, chame, chame lá&lt;br /&gt;Chame, chame o ladrão, chame o ladrão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acorda amor&lt;br /&gt;Não é mais pesadelo nada&lt;br /&gt;Tem gente já no vão de escada&lt;br /&gt;Fazendo confusão, que aflição&lt;br /&gt;São os homens&lt;br /&gt;E eu aqui parado de pijama&lt;br /&gt;Eu não gosto de passar vexame&lt;br /&gt;Chame, chame, chame&lt;br /&gt;Chame o ladrão, chame o ladrão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu demorar uns meses&lt;br /&gt;Convém, às vezes, você sofrer&lt;br /&gt;Mas depois de um ano eu não vindo&lt;br /&gt;Ponha a roupa de domingo&lt;br /&gt;E pode me esquecer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acorda amor&lt;br /&gt;Que o bicho é brabo e não sossega&lt;br /&gt;Se você corre o bicho pega&lt;br /&gt;Se fica não sei não&lt;br /&gt;Atenção&lt;br /&gt;Não demora&lt;br /&gt;Dia desses chega a sua hora&lt;br /&gt;Não discuta à toa não reclame&lt;br /&gt;Clame, chame lá, chame, chame&lt;br /&gt;Chame o ladrão, chame o ladrão, chame o ladrão&lt;br /&gt;(Não esqueça a escova, o sabonete e o violão)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4356151453358958478-77884036615908237?l=sonsdechumbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sonsdechumbo.blogspot.com/feeds/77884036615908237/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4356151453358958478&amp;postID=77884036615908237' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4356151453358958478/posts/default/77884036615908237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4356151453358958478/posts/default/77884036615908237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sonsdechumbo.blogspot.com/2009/09/acorda-amor-chico-buarque.html' title='Acorda Amor - Chico Buarque'/><author><name>Pedro Roberto Pontual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01404049198254191600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/__Y3jwmrkU3w/STlrp5Pe93I/AAAAAAAAAME/asGIBb0VsJM/S220/EUp%26b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4356151453358958478.post-1590716754453743098</id><published>2009-01-29T05:39:00.001-08:00</published><updated>2009-01-29T06:04:39.301-08:00</updated><title type='text'>Samba de Orly</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/__Y3jwmrkU3w/SYG2DF1XjtI/AAAAAAAAAN8/_NFbNiqaXNA/s1600-h/tag_orly_ma.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296714800986296018" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 291px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/__Y3jwmrkU3w/SYG2DF1XjtI/AAAAAAAAAN8/_NFbNiqaXNA/s400/tag_orly_ma.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nesta composição conjunta entre, Chico Buarque (que viria a ser o sujeito da ação), Toquinho (o "irmão" que viajaria voltando para o Rio de Janeiro) e Vinícius de Morais, nota-se o tom de despedida e a melancolia que se abatia sobre o sujeito, que se encontrava exilado na Europa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta melancolia a princípio se analisada superficialmente, se secundariza devido ao ritmo introduzido por toquinho, como o próprio nome já expõe, um samba. Aliás, o prórpio nome da música já revela uma dualidade interessante, um samba para expor um sofrimento pela distância de sua terra natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os motivos desta distância a letra em determinado momento justifica de forma singela, mas ao mesmo tempo acusatória, quando "pede perdão pela omissão um tanto forçada".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, é mais uma bela música composta num momento de privação da democracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai, meu irmão&lt;br /&gt;Pega esse avião&lt;br /&gt;Você tem razão de correr assim&lt;br /&gt;Desse frio, mas beija&lt;br /&gt;O meu Rio de Janeiro&lt;br /&gt;Antes que um aventureiro&lt;br /&gt;Lance mão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pede perdão&lt;br /&gt;Pela duração dessa temporada&lt;br /&gt;Mas não diga nada&lt;br /&gt;Que me viu chorando&lt;br /&gt;E pros da pesada&lt;br /&gt;Diz que vou levando&lt;br /&gt;Vê como é que anda&lt;br /&gt;Aquela vida à toa&lt;br /&gt;E se puder me manda&lt;br /&gt;Uma notícia boa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pede perdão&lt;br /&gt;Pela omissão um tanto forçada&lt;br /&gt;Mas não diga nada&lt;br /&gt;Que me viu chorando&lt;br /&gt;E pros da pesada&lt;br /&gt;Diz que vou levando&lt;br /&gt;Vê como é que anda&lt;br /&gt;Aquela vida à toa&lt;br /&gt;Se puder me manda&lt;br /&gt;Uma notícia boa&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nota de Humberto Werneck :&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Juntos, viram o homem pisar pela primeira vez na Lua, em julho de 1969. À distância, acompanharam o surgimento da luta armada no Brasil, o primeiro seqüestro de um embaixador estrangeiro para obter a libertação de prisioneiros políticos, o dramático esfarinhamento da esquerda brasileira em miríades de grupúsculos. Em novembro, Toquinho resolveu voltar. No último dia, foi ao apartamento de Chico e lhe mostrou um samba ainda sem letra. Só então teve coragem de contar que estava partindo. "Fiz essa música de saudade mesmo", disse, "vou embora amanhã". Era o Samba de Orly, com todo aquele clima de exílio, de impossibilidade. Toquinho conta que Chico fez na hora os versos finais:E diz como é que anda aquela vida à toa e se puder me mandauma notícia boa. Bem depois, quando estava preparando o LP Construção, Chico convidou Vinícius para ajudar na letra. Três dos versos que o poeta escreveu:pede perdão pela omissão um tanto forçada seriam podados pela censura. "Omissão" teve que virar "duração", e "um tanto forçada" deu lugar a "dessa temporada".&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;© Copyright Humberto Werneck in Chico Buarque Letra e Música, Cia da Letras, 1989&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4356151453358958478-1590716754453743098?l=sonsdechumbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sonsdechumbo.blogspot.com/feeds/1590716754453743098/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4356151453358958478&amp;postID=1590716754453743098' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4356151453358958478/posts/default/1590716754453743098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4356151453358958478/posts/default/1590716754453743098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sonsdechumbo.blogspot.com/2009/01/nesta-composicao-conjunta-entre-chico.html' title='Samba de Orly'/><author><name>Pedro Roberto Pontual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01404049198254191600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/__Y3jwmrkU3w/STlrp5Pe93I/AAAAAAAAAME/asGIBb0VsJM/S220/EUp%26b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__Y3jwmrkU3w/SYG2DF1XjtI/AAAAAAAAAN8/_NFbNiqaXNA/s72-c/tag_orly_ma.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4356151453358958478.post-6408672542375979261</id><published>2009-01-08T10:22:00.000-08:00</published><updated>2009-01-08T10:33:17.421-08:00</updated><title type='text'>Como Nossos Pais - Belchior</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/__Y3jwmrkU3w/SWZG455TogI/AAAAAAAAANo/Ju-Jx4fq490/s1600-h/belchior.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5288992755821027842" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 354px; CURSOR: hand; HEIGHT: 353px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/__Y3jwmrkU3w/SWZG455TogI/AAAAAAAAANo/Ju-Jx4fq490/s400/belchior.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Esta música foi composta por Belchior e lançada no disco Alucinação de 1976, porém seria imortalizada na voz da maior intérprete da MPB, Elis Regina.&lt;br /&gt;A letra expõe de forma poética as dificuldades de convivência entre a juventude e a ditadura militar, a música também alerta para os descaminhos que pode culminar na alienação, e assim como o compositor, a música atravessa diversas fases, como no trecho do refrão que dá nome à música: "&lt;em&gt;Ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Não quero lhe falar,&lt;br /&gt;Meu grande amor,&lt;br /&gt;De coisas que aprendi&lt;br /&gt;Nos discos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero lhe contar como eu vivi&lt;br /&gt;E tudo o que aconteceu comigo&lt;br /&gt;Viver é melhor que sonhar&lt;br /&gt;Eu sei que o amor&lt;br /&gt;É uma coisa boa&lt;br /&gt;Mas também sei&lt;br /&gt;Que qualquer canto&lt;br /&gt;É menor do que a vida&lt;br /&gt;De qualquer pessoa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso cuidado meu bem&lt;br /&gt;Há perigo na esquina&lt;br /&gt;Eles venceram e o sinal&lt;br /&gt;Está fechado prá nós&lt;br /&gt;Que somos jovens...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para abraçar seu irmão&lt;br /&gt;E beijar sua menina na rua&lt;br /&gt;É que se fez o seu braço,&lt;br /&gt;O seu lábio e a sua voz...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você me pergunta&lt;br /&gt;Pela minha paixão&lt;br /&gt;Digo que estou encantado&lt;br /&gt;Com uma nova invenção&lt;br /&gt;Eu vou ficar nesta cidade&lt;br /&gt;Não vou voltar pro sertão&lt;br /&gt;Pois vejo vir vindo no vento&lt;br /&gt;Cheiro da nova estação&lt;br /&gt;Eu sei de tudo na ferida viva&lt;br /&gt;Do meu coração...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já faz tempo&lt;br /&gt;Eu vi você na rua&lt;br /&gt;Cabelo ao vento&lt;br /&gt;Gente jovem reunida&lt;br /&gt;Na parede da memória&lt;br /&gt;Essa lembrança&lt;br /&gt;É o quadro que dói mais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha dor é perceber&lt;br /&gt;Que apesar de termos&lt;br /&gt;Feito tudo o que fizemos&lt;br /&gt;Ainda somos os mesmos&lt;br /&gt;E vivemos&lt;br /&gt;Ainda somos os mesmos&lt;br /&gt;E vivemos&lt;br /&gt;Como os nossos pais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossos ídolos&lt;br /&gt;Ainda são os mesmos&lt;br /&gt;E as aparências&lt;br /&gt;Não enganam não&lt;br /&gt;Você diz que depois deles&lt;br /&gt;Não apareceu mais ninguém&lt;br /&gt;Você pode até dizer&lt;br /&gt;Que eu tô por fora&lt;br /&gt;Ou então&lt;br /&gt;Que eu tô inventando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é você&lt;br /&gt;Que ama o passado&lt;br /&gt;E que não vê&lt;br /&gt;É você&lt;br /&gt;Que ama o passado&lt;br /&gt;E que não vê&lt;br /&gt;Que o novo sempre vem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu sei&lt;br /&gt;Que quem me deu a idéia&lt;br /&gt;De uma nova consciência&lt;br /&gt;E juventude&lt;br /&gt;Tá em casa&lt;br /&gt;Guardado por Deus&lt;br /&gt;Contando vil metal...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha dor é perceber&lt;br /&gt;Que apesar de termos&lt;br /&gt;Feito tudo, tudo&lt;br /&gt;Tudo o que fizemos&lt;br /&gt;Nós ainda somos&lt;br /&gt;Os mesmos e vivemos&lt;br /&gt;Ainda somos&lt;br /&gt;Os mesmos e vivemos&lt;br /&gt;Ainda somos&lt;br /&gt;Os mesmos e vivemos&lt;br /&gt;Como os nossos pais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4356151453358958478-6408672542375979261?l=sonsdechumbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sonsdechumbo.blogspot.com/feeds/6408672542375979261/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4356151453358958478&amp;postID=6408672542375979261' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4356151453358958478/posts/default/6408672542375979261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4356151453358958478/posts/default/6408672542375979261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sonsdechumbo.blogspot.com/2009/01/como-nossos-pais-belchior.html' title='Como Nossos Pais - Belchior'/><author><name>Pedro Roberto Pontual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01404049198254191600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/__Y3jwmrkU3w/STlrp5Pe93I/AAAAAAAAAME/asGIBb0VsJM/S220/EUp%26b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__Y3jwmrkU3w/SWZG455TogI/AAAAAAAAANo/Ju-Jx4fq490/s72-c/belchior.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4356151453358958478.post-7903250981144103980</id><published>2008-12-12T04:33:00.000-08:00</published><updated>2008-12-12T04:48:46.755-08:00</updated><title type='text'>Meu Caro Amigo - Chico Buarque e Francis Hime</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/__Y3jwmrkU3w/SUJagSsIaJI/AAAAAAAAAM8/fJIVvQGg3rg/s1600-h/ditadura.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5278881224050894994" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 315px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/__Y3jwmrkU3w/SUJagSsIaJI/AAAAAAAAAM8/fJIVvQGg3rg/s400/ditadura.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esta música, em forma de choro, cuja gravação original daria-se apenas por pandeiro, violão e piano (magníficamente tocado por Francis Hime) é uma canção em forma de carta, onde Chico passea com ar irônico e de lamento pelo momento político vivenciado em 1976.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Chico informa em linhas gerais que a ditadura ainda estava à todo vapor, com a censura ferrenha e com apologias a artifícios considerados alienantes tal como futebol, samba, choro e Rock´n Roll (lêia-se neste último, Jovem Guarda).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com relação à censura, Chico expõe irônicamente no verso: "É pirueta pra cavar o ganha-pão Que a gente vai cavando só de birra, só de sarro(...)". Nele nota-se a mesma "pirueta" com a utilização de metáforas para fazer passar despercebido e ileso na mão dos censores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda com relação a este tema, em outro verso Chico expõe mais uma vez a difícil relação entre ele e a ditadura: "Meu caro amigo eu bem queria lhe escrever Mas o correio andou arisco Se me permitem, vou tentar lhe remeter Notícias frescas nesse disco (...)"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mais, é esta, uma música que auto-explicita de forma lírica, irônica e crua o momento vivido em 1976.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu caro amigo me perdoe, por favor&lt;br /&gt;Se eu não lhe faço uma visita&lt;br /&gt;Mas como agora apareceu um portador&lt;br /&gt;Mando notícias nessa fita&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui na terra tão jogando futebol&lt;br /&gt;Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll&lt;br /&gt;Uns dias chove, noutros dias bate sol&lt;br /&gt;Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita mutreta pra levar a situação&lt;br /&gt;Que a gente vai levando de teimoso e de pirraça&lt;br /&gt;E a gente vai tomando e também sem a cachaça&lt;br /&gt;Ninguém segura esse rojão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu caro amigo eu não pretendo provocar&lt;br /&gt;Nem atiçar suas saudades&lt;br /&gt;Mas acontece que não posso me furtar&lt;br /&gt;A lhe contar as novidades&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui na terra tão jogando futebol&lt;br /&gt;Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll&lt;br /&gt;Uns dias chove, noutros dias bate sol&lt;br /&gt;Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É pirueta pra cavar o ganha-pão&lt;br /&gt;Que a gente vai cavando só de birra, só de sarro&lt;br /&gt;E a gente vai fumando que, também, sem um cigarro&lt;br /&gt;Ninguém segura esse rojão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu caro amigo eu quis até telefonar&lt;br /&gt;Mas a tarifa não tem graça&lt;br /&gt;Eu ando aflito pra fazer você ficar&lt;br /&gt;A par de tudo que se passa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui na terra tão jogando futebol&lt;br /&gt;Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll&lt;br /&gt;Uns dias chove, noutros dias bate sol&lt;br /&gt;Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita careta pra engolir a transação&lt;br /&gt;E a gente tá engolindo cada sapo no caminho&lt;br /&gt;E a gente vai se amando que, também, sem um carinho&lt;br /&gt;Ninguém segura esse rojão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu caro amigo eu bem queria lhe escrever&lt;br /&gt;Mas o correio andou arisco&lt;br /&gt;Se me permitem, vou tentar lhe remeter&lt;br /&gt;Notícias frescas nesse disco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui na terra tão jogando futebol&lt;br /&gt;Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll&lt;br /&gt;Uns dias chove, noutros dias bate sol&lt;br /&gt;Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Marieta manda um beijo para os seus&lt;br /&gt;Um beijo na família, na Cecília e nas crianças&lt;br /&gt;O Francis aproveita pra também mandar lembranças&lt;br /&gt;A todo o pessoal Adeus &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4356151453358958478-7903250981144103980?l=sonsdechumbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sonsdechumbo.blogspot.com/feeds/7903250981144103980/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4356151453358958478&amp;postID=7903250981144103980' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4356151453358958478/posts/default/7903250981144103980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4356151453358958478/posts/default/7903250981144103980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sonsdechumbo.blogspot.com/2008/12/meu-caro-amigo-chico-buarque-e-francis.html' title='Meu Caro Amigo - Chico Buarque e Francis Hime'/><author><name>Pedro Roberto Pontual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01404049198254191600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/__Y3jwmrkU3w/STlrp5Pe93I/AAAAAAAAAME/asGIBb0VsJM/S220/EUp%26b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/__Y3jwmrkU3w/SUJagSsIaJI/AAAAAAAAAM8/fJIVvQGg3rg/s72-c/ditadura.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4356151453358958478.post-6433097141642542618</id><published>2008-12-09T12:06:00.000-08:00</published><updated>2008-12-10T03:26:44.270-08:00</updated><title type='text'>Panis et Circencis - Caetano Veloso e Gilberto Gil</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/__Y3jwmrkU3w/ST7VV3GBTTI/AAAAAAAAAMk/Ck8mbT8BvJw/s1600-h/tropic.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5277890384867970354" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/__Y3jwmrkU3w/ST7VV3GBTTI/AAAAAAAAAMk/Ck8mbT8BvJw/s400/tropic.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/__Y3jwmrkU3w/ST7U7XXsVeI/AAAAAAAAAMc/Zlmef3S8PvE/s1600-h/tropic.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Caetano Veloso e Gilberto Gil causaram grande impacto em suas apresentações no III Festival de Música Popular da TV Record, no ano de 1967. Ali, foram lançadas as bases para o Tropicalismo em sua versão musical - um movimento que mesclou manifestações tradicionais da cultura brasileira a inovações estéticas radicais daquela época, como correntes artísticas de vanguarda e da cultura pop nacional e estrangeira (como o Rock e o Concretismo). Antes de fins sociais e políticos, a Tropicália foi um movimento nitidamente estético e comportamental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em maio de 1968, começaram as gravações do álbum que seria o manifesto musical do movimento, do qual participaram artistas como Gal Costa, Nara Leão, Os Mutantes, Tom Zé - além dos poetas Capinan e Torquato Neto e do maestro Rogério Duprat (reponsável pelos arranjos do LP).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A faixa-título é interpretada pelo grupo paulista Os Mutantes, com sinais nítidos do conjunto: a psicodelia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O LP foi eleito em uma lista da versão brasileira da revista Rolling Stone como o segundo melhor disco brasileiro de todos os tempos."&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.wikipedia.org/"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;by Wikipedia&lt;/span&gt; &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Política do Pão e Circo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Panis et Circencis é um termo em latim que significa a frase "Pão e Circo" que é como ficou conhecida a política adotada pelo império Romano, que consistia em alienar a população recém chegada do campo àquela grande metrópole, com diversão e alimentação. Todos os dias havia lutas entre gladiadores nas arenas, como o coliseu, e nestas batalhas era distribuido comida para todos, então teriam diversão e comida para diminuir qualquer possibilidade de revolta contra o império.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, em 1967, Caetano e Gil tentavam subliminarmente adequar a idéia, pois a propaganda massificante da ditadura, bem como as ferramentas alienantes por ela proporcionada, criavam condições para a alienação da população, e retratava similaridades com aquele período Romano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta canção retratava sem qualquer pudor a insatisfação que os compositores sentiam vendo pequena parcela da classe artística empenhada em revoltar-se contra o Estado militar, enquanto a grande maioria preocupava-se apenas em "viver", de forma passiva frente às atrocidades que acometia o País. Muito disso é retratado no refão da música: "Mas as pessoas da sala de jantar, são ocupadas em nascer e morrer"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quis cantar&lt;br /&gt;Minha canção iluminada de sol&lt;br /&gt;Soltei os panos&lt;br /&gt;Sobre os mastros no ar&lt;br /&gt;Soltei os tigres&lt;br /&gt;E leões nos quintais&lt;br /&gt;Mas as pessoas da sala de jantar&lt;br /&gt;São ocupadas em nascer e morrer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mandei fazer&lt;br /&gt;De puro aço luminoso punhal&lt;br /&gt;Para matar o meu amor e matei&lt;br /&gt;Às 5 horas na Avenida Central&lt;br /&gt;Mas as pessoas da sala de jantar&lt;br /&gt;São ocupadas em nascer e morrer..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mandei plantar&lt;br /&gt;Folhas de sonho no jardim do solar&lt;br /&gt;As folhas sabem procurar pelo sol&lt;br /&gt;E as raízes, procurar, procurar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas as pessoas da sala de jantar&lt;br /&gt;Essas pessoas da sala de jantar&lt;br /&gt;São as pessoas da sala de jantar&lt;br /&gt;Mas as pessoas da sala de jantar&lt;br /&gt;São ocupadas em nascer e morrer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas as pessoas da sala de jantar&lt;br /&gt;Mas as pessoas da sala de jantar&lt;br /&gt;Mas as pessoas da sala de jantar&lt;br /&gt;Mas as pessoas da sala de jantar&lt;br /&gt;Mas as pessoas da sala de jantar&lt;br /&gt;Essas pessoas da sala de jantar&lt;br /&gt;São as pessoas da sala de jantar&lt;br /&gt;Mas as pessoas da sala de jantar&lt;br /&gt;São ocupadas em nascer e morrer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Soltei os panos sobre os mastros no ar"... refere-se às bandeiras (nacional e outras) tão cultuadas no Estado Militar. O fato de soltar no ar os panos que estão sobre os mastros, seria uma "agressão" ao espírito nacionalista dos militares, então, uma forma de afronta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mandei plantar folhas de sonho no jardim do solar...”, alusão “alucinógena” ao Solar da Fome, pensionato dos artistas recém chegados ao Rio de Janeiro &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4356151453358958478-6433097141642542618?l=sonsdechumbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sonsdechumbo.blogspot.com/feeds/6433097141642542618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4356151453358958478&amp;postID=6433097141642542618' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4356151453358958478/posts/default/6433097141642542618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4356151453358958478/posts/default/6433097141642542618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sonsdechumbo.blogspot.com/2008/12/panis-et-circenses-caetano-veloso-e.html' title='Panis et Circencis - Caetano Veloso e Gilberto Gil'/><author><name>Pedro Roberto Pontual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01404049198254191600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/__Y3jwmrkU3w/STlrp5Pe93I/AAAAAAAAAME/asGIBb0VsJM/S220/EUp%26b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/__Y3jwmrkU3w/ST7VV3GBTTI/AAAAAAAAAMk/Ck8mbT8BvJw/s72-c/tropic.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4356151453358958478.post-2659793646299258486</id><published>2008-12-05T09:27:00.000-08:00</published><updated>2008-12-14T05:48:35.816-08:00</updated><title type='text'>Acorda Amor - Leonel Paiva e Julinho de Adelaide (Chico Buarque)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/__Y3jwmrkU3w/STllwTeoZVI/AAAAAAAAAL8/-m55jYZewKo/s1600-h/ditadura_brasil1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5276360318978123090" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 279px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/__Y3jwmrkU3w/STllwTeoZVI/AAAAAAAAAL8/-m55jYZewKo/s400/ditadura_brasil1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta música escancara o terror psicológico propagado pela ditadura a quem se opunha ao governo naquele momento, 1974. Chico Buarque acompanhado por Leonel Paiva compôs utilizando-se de um pseudônimo - Julinho de Adelaide - esta peça da MPB.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Após a letra, posto trecho de nota sobre esta música e sobre o próprio Julinho de Adelaide, feita por Humberto Werneck, no livro "&lt;em&gt;Chico Buarque Letras e Músicas - 1997"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acorda amor&lt;br /&gt;Eu tive um pesadelo agora&lt;br /&gt;Sonhei que tinha gente lá fora&lt;br /&gt;Batendo no portão, que aflição&lt;br /&gt;Era a dura, numa muito escura viatura&lt;br /&gt;Minha nossa santa criatura&lt;br /&gt;Chame, chame, chame lá&lt;br /&gt;Chame, chame o ladrão, chame o ladrão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acorda amor&lt;br /&gt;Não é mais pesadelo nada&lt;br /&gt;Tem gente já no vão de escada&lt;br /&gt;Fazendo confusão, que aflição&lt;br /&gt;São os homens&lt;br /&gt;E eu aqui parado de pijama&lt;br /&gt;Eu não gosto de passar vexame&lt;br /&gt;Chame, chame, chame&lt;br /&gt;Chame o ladrão, chame o ladrão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu demorar uns meses&lt;br /&gt;Convém, às vezes, você sofrer&lt;br /&gt;Mas depois de um ano eu não vindo&lt;br /&gt;Ponha a roupa de domingo&lt;br /&gt;E pode me esquecer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acorda amor&lt;br /&gt;Que o bicho é brabo e não sossega&lt;br /&gt;Se você corre o bicho pega&lt;br /&gt;Se fica não sei não&lt;br /&gt;Atenção&lt;br /&gt;Não demora&lt;br /&gt;Dia desses chega a sua hora&lt;br /&gt;Não discuta à toa não reclame&lt;br /&gt;Clame, chame lá, chame, chame&lt;br /&gt;Chame o ladrão, chame o ladrão, chame o ladrão&lt;br /&gt;(Não esqueça a escova, o sabonete e o violão) &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nota por Humberto Werneck&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;"Depois de Calabar, Chico percebeu que seria difícil passar alguma coisa com o seu nome. O jeito, descobriu, era disfarçar-se num pseudônimo. Nascia Julinho da Adelaide, compositor mais falante que prolífico, autor de três canções: Acorda amor, Jorge Maravilha e Milagre brasileiro. Como a Censura nada tinha contra Julinho, sua criações passavam tranqüilamente. Pouco se sabia a seu respeito até que Chico, em setembro de 1974, entrou na pele da personagem e deu uma longa entrevista ao teatrólogo Mário Prata e ao jornalista Melchíades Cunha Jr., para a edição paulista de Última Hora.O texto da entrevista não registra a colaboração do pai de Chico, que garimpou em seus livros a foto de uma mulher negra, muito bonita. Saiu no jornal com a legenda "Adelaide na época de Orfeu Negro e da Brasiliana". Mas não foi apenas com seu rosto que a mãe de Julinho apareceu na imprensa. Em 1975, a boa senhora começou a fazer palavras cruzadas, que enviava ao cruzadista do Jornal do Brasil, Carlos Silva. Ao encaminhar a primeira, Adelaide de Oliveira Kuntz mandou também uma carta onde ressaltava a importância desse hobby em sua vida - "um agradabilíssimo passatempo e um conforto para quem, como eu, está irremediavelmente condenada a uma cadeira de rodas". Carlos Silva, um cavalheiro, não apenas publicou a criação como acrescentou uma palavrinha de estímulo: "Seu primeiro problema está muito bom e esperamos que seja o início de ótimas produções." Chico diz que apesar disso ela ficou um tanto aborrecida com Carlos Silva, que corrigiu o seu problema - trocou "ratificará" por "ratificada", por exemplo.Numa carta a Mário Prata, por essa época, Chico explicou que Adelaide se tornou cruzadista ao ficar paralítica, e que ficou paralítica ao perder o filho. Julinho morreu, de fato, naquele ano de 1975, ao ser desmascarado numa reportagem do Jornal do Brasil sobre censura. Depois dessa revelação desmoralizante, a Polícia Federal passou a exigir que as músicas submetidas à sua aprovação fossem acompanhadas de cópia dos documentos do compositor.Por motivo de falecimento, Julinho da Adelaide não chegou a mandar para Brasília a sua criação número três: O milagre brasileiro (gravada tempos depois por Miúcha).&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;© Copyright Humberto Werneck in Chico Buarque Letra e Música, Cia da Letras, 1989&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Link para a música:&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://b.radio.musica.uol.com.br/radio/index.php?ad=on&amp;amp;ref=Musica&amp;amp;busca=acorda+amor&amp;amp;param1=homebusca&amp;amp;q=acorda+amor&amp;amp;check=musica&amp;amp;x=25&amp;amp;y=2"&gt;http://b.radio.musica.uol.com.br/radio/index.php?ad=on&amp;amp;ref=Musica&amp;amp;busca=acorda+amor&amp;amp;param1=homebusca&amp;amp;q=acorda+amor&amp;amp;check=musica&amp;amp;x=25&amp;amp;y=2&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4356151453358958478-2659793646299258486?l=sonsdechumbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sonsdechumbo.blogspot.com/feeds/2659793646299258486/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4356151453358958478&amp;postID=2659793646299258486' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4356151453358958478/posts/default/2659793646299258486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4356151453358958478/posts/default/2659793646299258486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sonsdechumbo.blogspot.com/2008/12/leonel-paiva-e-julinho-da-adelaide.html' title='Acorda Amor - Leonel Paiva e Julinho de Adelaide (Chico Buarque)'/><author><name>Pedro Roberto Pontual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01404049198254191600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/__Y3jwmrkU3w/STlrp5Pe93I/AAAAAAAAAME/asGIBb0VsJM/S220/EUp%26b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/__Y3jwmrkU3w/STllwTeoZVI/AAAAAAAAAL8/-m55jYZewKo/s72-c/ditadura_brasil1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4356151453358958478.post-4471626877223020872</id><published>2008-12-03T12:56:00.000-08:00</published><updated>2008-12-14T05:46:26.611-08:00</updated><title type='text'>Alegria Alegria - Caetano Veloso</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/__Y3jwmrkU3w/STbzT3qJHgI/AAAAAAAAALk/azPs9m1sFZk/s1600-h/alegria_alegriaCapa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5275671536194887170" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/__Y3jwmrkU3w/STbzT3qJHgI/AAAAAAAAALk/azPs9m1sFZk/s400/alegria_alegriaCapa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Alegria, Alegria" é uma canção da autoria de Caetano Veloso que foi um dos marcos iniciais do movimento tropicalista em 1967.&lt;br /&gt;Caetano Veloso, em parte inspirado pelo sucesso de A Banda, de Chico Buarque, que havia concorrido no Festival de música da Record do ano anterior, quis compor uma marcha assim como a canção de Chico. Ao mesmo tempo, queria que fosse uma música contemporânea, pop, lidando com elementos da cultura de massa da época.&lt;br /&gt;A letra possui uma estrutura cinematográfica, conforme definiu Décio Pignatari, trata-se de uma "letra-câmera-na-mão", citando o mote do Cinema Novo. Caetano ainda incluíu uma pequena citação do livro As Palavras, de Jean-Paul Sartre: "nada nos bolsos e nada nas mãos", que acabou virando "nada no bolso ou nas mãos".&lt;br /&gt;Como a idéia do arranjo incluía guitarras elétricas, Caetano e seu empresário na época, Guilherme Araújo convidaram o grupo argentino radicado em São Paulo Beat Boys. O arranjo foi fortemente influenciado pelo trabalho dos Beatles.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.wikipedia.org/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;wikipedia&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhando contra o vento&lt;br /&gt;Sem lenço e sem documento&lt;br /&gt;No sol de quase dezembro&lt;br /&gt;Eu vou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sol se reparte em crimes&lt;br /&gt;Espaçonaves, guerrilhas&lt;br /&gt;Em cardinales bonitas&lt;br /&gt;Eu vou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em caras de presidentes&lt;br /&gt;Em grandes beijos de amor&lt;br /&gt;Em dentes, pernas, bandeiras&lt;br /&gt;Bomba e Brigitte Bardot...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sol nas bancas de revista&lt;br /&gt;Me enche de alegria e preguiça&lt;br /&gt;Quem lê tanta notícia&lt;br /&gt;Eu vou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por entre fotos e nomes&lt;br /&gt;Os olhos cheios de cores&lt;br /&gt;O peito cheio de amores vãos&lt;br /&gt;Eu vou&lt;br /&gt;Por que não, por que não...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela pensa em casamento&lt;br /&gt;E eu nunca mais fui à escola&lt;br /&gt;Sem lenço e sem documento,&lt;br /&gt;Eu vou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tomo uma coca-cola&lt;br /&gt;Ela pensa em casamento&lt;br /&gt;E uma canção me consola&lt;br /&gt;Eu vou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por entre fotos e nomes&lt;br /&gt;Sem livros e sem fuzil&lt;br /&gt;Sem fome, sem telefone&lt;br /&gt;No coração do Brasil...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela nem sabe até pensei&lt;br /&gt;Em cantar na televisão&lt;br /&gt;O sol é tão bonito&lt;br /&gt;Eu vou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem lenço, sem documento&lt;br /&gt;Nada no bolso ou nas mãos&lt;br /&gt;Eu quero seguir vivendo, amor&lt;br /&gt;Eu vou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que não, por que não...&lt;br /&gt;Por que não, por que não...&lt;br /&gt;Por que não, por que não...&lt;br /&gt;Por que não, por que não...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Link para a música:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://b.radio.musica.uol.com.br/radio/index.php?ad=on&amp;amp;ref=Musica&amp;amp;busca=alegria+alegria&amp;amp;param1=homebusca&amp;amp;q=alegria+alegria&amp;amp;check=musica&amp;amp;x=36&amp;amp;y=10"&gt;http://b.radio.musica.uol.com.br/radio/index.php?ad=on&amp;amp;ref=Musica&amp;amp;busca=alegria+alegria&amp;amp;param1=homebusca&amp;amp;q=alegria+alegria&amp;amp;check=musica&amp;amp;x=36&amp;amp;y=10&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4356151453358958478-4471626877223020872?l=sonsdechumbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sonsdechumbo.blogspot.com/feeds/4471626877223020872/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4356151453358958478&amp;postID=4471626877223020872' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4356151453358958478/posts/default/4471626877223020872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4356151453358958478/posts/default/4471626877223020872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sonsdechumbo.blogspot.com/2008/12/alegria-alegria-caetano-veloso.html' title='Alegria Alegria - Caetano Veloso'/><author><name>Pedro Roberto Pontual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01404049198254191600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/__Y3jwmrkU3w/STlrp5Pe93I/AAAAAAAAAME/asGIBb0VsJM/S220/EUp%26b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/__Y3jwmrkU3w/STbzT3qJHgI/AAAAAAAAALk/azPs9m1sFZk/s72-c/alegria_alegriaCapa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4356151453358958478.post-2690505713043467265</id><published>2008-12-03T12:49:00.000-08:00</published><updated>2008-12-14T05:45:06.649-08:00</updated><title type='text'>Cálice - Chico Buarque e Gilberto Gil</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/__Y3jwmrkU3w/STbxhlgcS1I/AAAAAAAAALc/FZhuHuU_yKQ/s1600-h/calice.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5275669572817275730" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 362px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/__Y3jwmrkU3w/STbxhlgcS1I/AAAAAAAAALc/FZhuHuU_yKQ/s400/calice.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/__Y3jwmrkU3w/STbxKhHC9fI/AAAAAAAAALU/xitTbe6uQNA/s1600-h/chico.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em 1973 Chico e Gilberto Gil compuseram esta música, considerada uma das mais representativas na luta contra a ditadura militar e pela redemocratização, pois sua cadência pausada remete a uma marcha dramática cujos versos escancaram de forma incisiva o momento político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pai! Afasta de mim esse cálice Pai!&lt;br /&gt;Afasta de mim esse cálice Pai!&lt;br /&gt;Afasta de mim esse cálice&lt;br /&gt;De vinho tinto de sangue&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esta estrofe caracteriza a essência da música que a acompanhará em todos os momentos, pois o Cálice retratado detém uma ambuguidade entre uma passagem bíblica e o termo imperativo: Cale-se, este segundo, que retrata o momento ditatorial vivenciado no país e representa a repressão em todos os momentos da composição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como beber&lt;br /&gt;Dessa bebida amarga&lt;br /&gt;Tragar a dor&lt;br /&gt;Engolir a labuta&lt;br /&gt;Mesmo calada a boca&lt;br /&gt;Resta o peito&lt;br /&gt;Silêncio na cidade&lt;br /&gt;Não se escuta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Como vivenciar este momento de liberdade cerceada, engolir a seco toda as atrocidades cometidas sem que possa se contrapor ao sistema?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De que me vale&lt;br /&gt;Ser filho da santa&lt;br /&gt;Melhor seria&lt;br /&gt;Ser filho da outra&lt;br /&gt;Outra realidade&lt;br /&gt;Menos morta&lt;br /&gt;Tanta mentira&lt;br /&gt;Tanta força bruta...Pai!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De que me vale ser filho da pátria mãe gentil, se a realidade no Brasil é morte, tortura (mentiras utilizadas pelos militares que "justificavam" mortes com suicídios forjados) e truculência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afasta de mim esse cálicePai!&lt;br /&gt;Afasta de mim esse cálicePai!&lt;br /&gt;Afasta de mim esse cálice&lt;br /&gt;De vinho tinto de sangue...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é difícil&lt;br /&gt;Acordar calado&lt;br /&gt;Se na calada da noite&lt;br /&gt;Eu me dano&lt;br /&gt;Quero lançar&lt;br /&gt;Um grito desumano&lt;br /&gt;Que é uma maneira&lt;br /&gt;De ser escutado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta estrofe ele retrata a vida dos que se opunham ao sistema ditatorial, fazendo suas reuniões clandestinas, geralmente na calada da noite para no dia posterior colocar em prática as estratégias pensadas nestas reuniões, mas a vontade que sentiam em seu interior era gritar para tentar resgatar o povo, conformado e alienado com as progandas militares, deste estado de transe indeológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse silêncio todo&lt;br /&gt;Me atordoa&lt;br /&gt;Atordoado&lt;br /&gt;Eu permaneço atento&lt;br /&gt;Na arquibancada&lt;br /&gt;Prá a qualquer momento&lt;br /&gt;Ver emergir&lt;br /&gt;O monstro da lagoa...Pai!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta estrofe ele continua a idéia anterior, de que o silêncio do povo o atordoa, mas que ele não descançaria até ver (o emergir o monstro da lagoa) o povo revoltar-se contra o sistema e fazer a revolução do momento político, e isso se daria com o período de redemocratização do Brasil com a luta das "Diretas Já" onde o povo foi o maior agente transformador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afasta de mim esse cálicePai!&lt;br /&gt;Afasta de mim esse cálicePai!&lt;br /&gt;Afasta de mim esse cálice&lt;br /&gt;De vinho tinto de sangue...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas estrofes seguintes veremos que ele sempre criticará a ditadura e receberá uma advertência para calar-se, onde mais uma vez deixando a idéia de que o cálice é "Cale-se"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;De muito gorda&lt;br /&gt;A porca já não anda(Cálice!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Porca é o sistema ditatorial que neste momento (1973) não tinha mais o apelo e o apoio que tivera antes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De muito usada&lt;br /&gt;A faca já não corta&lt;br /&gt;Como é difícil Pai, abrir a porta(Cálice!)&lt;br /&gt;Essa palavra&lt;br /&gt;Presa na garganta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A faca refere-se às baionetas dos fuzis FAL 7.62, utilizado pelo exército brasileiro, que matou e torturou tanta gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse pileque&lt;br /&gt;Homérico no mundo&lt;br /&gt;De que adianta&lt;br /&gt;Ter boa vontade&lt;br /&gt;Mesmo calado o peito&lt;br /&gt;Resta a cuca&lt;br /&gt;Dos bêbados&lt;br /&gt;Do centro da cidade...Pai!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Pileque do mundo trata também da alienação da população sobre o momento político. Continua dizendo que mesmo calado, pensa e se coloca como bêbado, pois os "lúcidos" apoiavam a ditadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afasta de mim esse cálicePai!&lt;br /&gt;Afasta de mim esse cálicePai!&lt;br /&gt;Afasta de mim esse cálice&lt;br /&gt;De vinho tinto de sangue...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez o mundo&lt;br /&gt;Não seja pequeno(Cálice!)&lt;br /&gt;Nem seja a vida&lt;br /&gt;Um fato consumado(Cálice!)&lt;br /&gt;Quero inventar&lt;br /&gt;O meu próprio pecado(Cálice!)&lt;br /&gt;Quero morrer&lt;br /&gt;Do meu próprio veneno(Cálice!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao invés de morrer pelas mãos dos militares, prefere ele mesmo inventar seu pecado e seu veneno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero perder de vez&lt;br /&gt;Tua cabeça(Cálice!)&lt;br /&gt;Minha cabeça&lt;br /&gt;Perder teu juízo(Cálice!)&lt;br /&gt;Quero cheirar fumaça&lt;br /&gt;De óleo diesel(Cálice!)&lt;br /&gt;Me embriagar&lt;br /&gt;Até que alguém me esqueça(Cálice!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta última estrofe trata justamente da inconformidade com a situação que poderia lhe custar a vida, e ele retrata uma forma de tortura utilizada pelos grandes ditadores, a aspiração de gases nocivos ao ser humano.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Link para a música:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://b.radio.musica.uol.com.br/radio/index.php?ad=on&amp;amp;ref=Musica&amp;amp;busca=c%E1lice&amp;amp;param1=homebusca&amp;amp;q=c%E1lice&amp;amp;check=musica&amp;amp;x=17&amp;amp;y=11"&gt;http://b.radio.musica.uol.com.br/radio/index.php?ad=on&amp;amp;ref=Musica&amp;amp;busca=c%E1lice&amp;amp;param1=homebusca&amp;amp;q=c%E1lice&amp;amp;check=musica&amp;amp;x=17&amp;amp;y=11&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4356151453358958478-2690505713043467265?l=sonsdechumbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sonsdechumbo.blogspot.com/feeds/2690505713043467265/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4356151453358958478&amp;postID=2690505713043467265' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4356151453358958478/posts/default/2690505713043467265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4356151453358958478/posts/default/2690505713043467265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sonsdechumbo.blogspot.com/2008/12/em-1973-chico-e-gilberto-gil-compuseram.html' title='Cálice - Chico Buarque e Gilberto Gil'/><author><name>Pedro Roberto Pontual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01404049198254191600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/__Y3jwmrkU3w/STlrp5Pe93I/AAAAAAAAAME/asGIBb0VsJM/S220/EUp%26b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__Y3jwmrkU3w/STbxhlgcS1I/AAAAAAAAALc/FZhuHuU_yKQ/s72-c/calice.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4356151453358958478.post-7822629114443831354</id><published>2008-12-03T12:28:00.000-08:00</published><updated>2008-12-14T05:43:57.399-08:00</updated><title type='text'>Pra não dizer que não falei das flores - Geraldo Vandré</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/__Y3jwmrkU3w/STbs4T0sjqI/AAAAAAAAALM/nCX0yup3Wmk/s1600-h/Geraldo%2BVandre%2B-%2BGeraldo%2BVandre%2B(1979)-image010.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5275664465649241762" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 397px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/__Y3jwmrkU3w/STbs4T0sjqI/AAAAAAAAALM/nCX0yup3Wmk/s400/Geraldo%2BVandre%2B-%2BGeraldo%2BVandre%2B(1979)-image010.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Pra não dizer que não falei das flores" (também conhecida como "Caminhando") é uma canção escrita e interpretada por Geraldo Vandré. Ficou em segundo lugar no Festival Internacional da Canção de 1968 e, depois disso, teve sua execução proibida durante anos, pela ditadura militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A melodia da canção tem o ritmo de um hino, e sua letra possui versos de rima fácil (quase todos em ão), que facilitam memorizá-la, logo era cantada nas ruas. O sucesso de uma canção que incitava o povo à resistência levou os militares a proibi-la, usando como pretexto a "ofensa" à instituição contida nos versos "Há soldados armados, amados ou não / Quase todos perdidos de armas na mão / Nos quartéis lhes ensinam antigas lições / de morrer pela pátria e viver sem razão".&lt;br /&gt;A primeira artista a interpretar "Caminhando" após o período em que a canção esteve censurada foi Simone, em 1979, conquistando enorme sucesso de crítica e público. A canção também foi regravada por Ana Belén, Zé Ramalho.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.wikipwdia.org/"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;wikipedia&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Caminhando e cantando&lt;br /&gt;E seguindo a canção&lt;br /&gt;Somos todos iguais&lt;br /&gt;Braços dados ou não&lt;br /&gt;Nas escolas, nas ruas&lt;br /&gt;Campos, construções&lt;br /&gt;Caminhando e cantando&lt;br /&gt;E seguindo a canção...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem, vamos embora&lt;br /&gt;Que esperar não é saber&lt;br /&gt;Quem sabe faz a hora&lt;br /&gt;Não espera acontecer...(2x)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelos campos há fome&lt;br /&gt;Em grandes plantações&lt;br /&gt;Pelas ruas marchando&lt;br /&gt;Indecisos cordões&lt;br /&gt;Ainda fazem da flor&lt;br /&gt;Seu mais forte refrão&lt;br /&gt;E acreditam nas flores&lt;br /&gt;Vencendo o canhão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem, vamos embora&lt;br /&gt;Que esperar não é saber&lt;br /&gt;Quem sabe faz a hora&lt;br /&gt;Não espera acontecer...(2x)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há soldados armados&lt;br /&gt;Amados ou não&lt;br /&gt;Quase todos perdidos&lt;br /&gt;De armas na mão&lt;br /&gt;Nos quartéis lhes ensinam&lt;br /&gt;Uma antiga lição:&lt;br /&gt;De morrer pela pátria&lt;br /&gt;E viver sem razão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem, vamos embora&lt;br /&gt;Que esperar não é saber&lt;br /&gt;Quem sabe faz a hora&lt;br /&gt;Não espera acontecer...(2x)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas escolas, nas ruas&lt;br /&gt;Campos, construções&lt;br /&gt;Somos todos soldados&lt;br /&gt;Armados ou não&lt;br /&gt;Caminhando e cantando&lt;br /&gt;E seguindo a canção&lt;br /&gt;Somos todos iguais&lt;br /&gt;Braços dados ou não...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os amores na mente&lt;br /&gt;As flores no chão&lt;br /&gt;A certeza na frente&lt;br /&gt;A história na mão&lt;br /&gt;Caminhando e cantando&lt;br /&gt;E seguindo a canção&lt;br /&gt;Aprendendo e ensinando&lt;br /&gt;Uma nova lição...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem, vamos embora&lt;br /&gt;Que esperar não é saber&lt;br /&gt;Quem sabe faz a hora&lt;br /&gt;Não espera acontecer...(4x) &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Link para a música:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://b.radio.musica.uol.com.br/radio/index.php?ad=on&amp;amp;ref=Musica&amp;amp;busca=pra+n%E3o+dizer+que+n%E3o+falei+das+flores&amp;amp;param1=homebusca&amp;amp;q=pra+n%E3o+dizer+que+n%E3o+falei+das+flores&amp;amp;check=musica&amp;amp;x=49&amp;amp;y=9"&gt;http://b.radio.musica.uol.com.br/radio/index.php?ad=on&amp;amp;ref=Musica&amp;amp;busca=pra+n%E3o+dizer+que+n%E3o+falei+das+flores&amp;amp;param1=homebusca&amp;amp;q=pra+n%E3o+dizer+que+n%E3o+falei+das+flores&amp;amp;check=musica&amp;amp;x=49&amp;amp;y=9&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4356151453358958478-7822629114443831354?l=sonsdechumbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sonsdechumbo.blogspot.com/feeds/7822629114443831354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4356151453358958478&amp;postID=7822629114443831354' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4356151453358958478/posts/default/7822629114443831354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4356151453358958478/posts/default/7822629114443831354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sonsdechumbo.blogspot.com/2008/12/pra-no-dizer-que-no-falei-das-flores.html' title='Pra não dizer que não falei das flores - Geraldo Vandré'/><author><name>Pedro Roberto Pontual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01404049198254191600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/__Y3jwmrkU3w/STlrp5Pe93I/AAAAAAAAAME/asGIBb0VsJM/S220/EUp%26b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/__Y3jwmrkU3w/STbs4T0sjqI/AAAAAAAAALM/nCX0yup3Wmk/s72-c/Geraldo%2BVandre%2B-%2BGeraldo%2BVandre%2B(1979)-image010.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4356151453358958478.post-7599563514791480673</id><published>2008-12-03T12:20:00.000-08:00</published><updated>2008-12-14T05:39:06.127-08:00</updated><title type='text'>Apesar de Você - Chico Buarque</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/__Y3jwmrkU3w/STbraTiMeyI/AAAAAAAAALE/IxY5rVBuboc/s1600-h/apesar%2520de%2520voce.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5275662850663938850" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 164px; CURSOR: hand; HEIGHT: 164px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/__Y3jwmrkU3w/STbraTiMeyI/AAAAAAAAALE/IxY5rVBuboc/s400/apesar%2520de%2520voce.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Apesar de você" é uma canção escrita e originalmente interpretada por Chico Buarque de Hollanda em 1970. A canção, por implicitamente lidar com a questão da falta de liberdade durante a época da ditadura militar, foi proibida de ser executada pelas rádios no Brasil pelo governo Médici. No entanto, foi liberada no governo do presidente João Figueiredo. Em março de 1970, Buarque retornou ao Brasil após o exílio de mais de um ano na Itália. Seu retorno foi influenciado por André Midani, diretor de sua gravadora, que lhe assegurava "estar melhorando a situação no Brasil". Mas ao chegar, descobriu o contrário: a situação do país piorara e externou seu desapontamento escrevendo "Apesar de você", uma crítica à ditadura disfarçada de briga de namorados. Ao enviar a canção para o departamento de censura, Chico imaginou que a canção não seria aprovada, mas foi. A canção foi lançada às radios e o compacto simples atingiu a marca das cem mil cópias vendidas. No auge de seu sucesso a canção foi denunciada e o governo imediatamente proibiu sua execução pública. Oficiais do governo invadiram a gravadora de Chico, recolheram e destruiram as cópias restantes do disco. O censor que aprovou a canção também foi punido. Os oficiais do governo, no entanto, não destruíram a matriz, o que possibilitou a reedição do disco original. Num interrogatório, perguntaram a Chico quem era o você do título. "É uma mulher muito mandona, muito autoritária", respondeu. A censura de "Apesar de você" teve um impacto negativo no relacionamento entre Chico e os censores, que duraria até o final da ditadura. Chico seria implacavelmente marcado pelos censores, sofrendo suas letras as mais absurdas rejeições. A situação chegou ao ponto de ele se disfarçar, sob os pseudônimos de Julinho da Adelaide e Leonel Paiva, para aprovar três composições, uma das quais, "Acorda Amor", incluída no LP Sinal Fechado, em 1974. Descoberta a farsa, a censura criou novas exigências: toda letra apresentada teria que ser acompanhada de cópias da carteira de identidade e do CPF do compositor.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%A1gina_principal"&gt;Wikipedia&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Letra:&lt;br /&gt;Hoje você é quem manda &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Falou, tá falado Não tem discussão, não.&lt;br /&gt;A minha gente hoje anda&lt;br /&gt;Falando de lado e olhando pro chão.&lt;br /&gt;Viu?&lt;br /&gt;Você que inventou esse Estado&lt;br /&gt;Inventou de inventar&lt;br /&gt;Toda escuridão&lt;br /&gt;Você que inventou o pecado&lt;br /&gt;Esqueceu-se de inventar o perdão.&lt;br /&gt;Apesar de você amanhã há de ser outro dia.&lt;br /&gt;Eu pergunto a você onde vai se esconder&lt;br /&gt;Da enorme euforia?&lt;br /&gt;Como vai proibir&lt;br /&gt;Quando o galo insistir em cantar?&lt;br /&gt;Água nova brotando&lt;br /&gt;E a gente se amando sem parar.&lt;br /&gt;Quando chegar o momento&lt;br /&gt;Esse meu sofrimento&lt;br /&gt;Vou cobrar com juros.&lt;br /&gt;Juro!&lt;br /&gt;Todo esse amor reprimido,&lt;br /&gt;Esse grito contido,&lt;br /&gt;Esse samba no escuro.&lt;br /&gt;Você que inventou a tristeza&lt;br /&gt;Ora tenha a fineza de “desinventar”.&lt;br /&gt;Você vai pagar, e é dobrado,&lt;br /&gt;Cada lágrima rolada&lt;br /&gt;Nesse meu penar.&lt;br /&gt;Apesar de você&lt;br /&gt;Amanhã há de ser outro dia.&lt;br /&gt;Ainda pago pra ver&lt;br /&gt;O jardim florescer&lt;br /&gt;Qual você não queria.&lt;br /&gt;Você vai se amargar&lt;br /&gt;Vendo o dia raiar&lt;br /&gt;Sem lhe pedir licença.&lt;br /&gt;E eu vou morrer de rir&lt;br /&gt;E esse dia há de virantes do que você pensa.&lt;br /&gt;Apesar de você&lt;br /&gt;Apesar de você&lt;br /&gt;Amanhã há de ser outro dia.&lt;br /&gt;Você vai ter que ver&lt;br /&gt;A manhã renascer&lt;br /&gt;E esbanjar poesia.&lt;br /&gt;Como vai se explicar&lt;br /&gt;Vendo o céu clarear, de repente,&lt;br /&gt;Impunemente?&lt;br /&gt;Como vai abafar&lt;br /&gt;Nosso coro a cantar,&lt;br /&gt;Na sua frente.&lt;br /&gt;Apesar de você&lt;br /&gt;Apesar de você&lt;br /&gt;Amanhã há de ser outro dia.&lt;br /&gt;Você vai se dar mal, etc e tal,&lt;br /&gt;La, laiá, la laiá, la laiáÂ…Â….&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Análise:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Hoje você é quem manda&lt;br /&gt;Falou, tá falado&lt;br /&gt;Não tem discussão, não." &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Este trecho demonstra a forma de governo do então presidente do país o General Emilio Garrastazu Médici, a forma autoritária e tirana que o governo militar estabelecia naquele momento.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;"A minha gente hoje anda&lt;br /&gt;Falando de lado e olhando pro chão"&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mostra como estava a auto-estima dos cidadãos brasileiros bem como a impossibilidade de expor de público as opiniões sobre os mais diversos assuntos concernentes à república, tais como política, economia, literatura, cinema, teatro, coisas que nos dias de hoje seriam impensávei de não ser conversados nos botequins da cidade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Você que inventou esse Estado&lt;br /&gt;Inventou de inventar&lt;br /&gt;Toda escuridão&lt;br /&gt;Você que inventou o pecado&lt;br /&gt;Esqueceu-se de inventar o perdão."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando Chico diz este Estado, o fala num propósito dúbio, de Estado (governo) e estado (de tensão e repressão).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;"Apesar de você amanhã há de ser outro dia.&lt;br /&gt;Eu pergunto a você onde vai se esconder&lt;br /&gt;Da enorme euforia?&lt;br /&gt;Como vai proibir&lt;br /&gt;Quando o galo insistir em cantar?&lt;br /&gt;Água nova brotando &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E a gente se amando sem parar."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Chico profetizava que num futuro próximo este, que no governo estava, não mais teria influência na vida das pessoas e que o Brasil seria um país democrático como de fato o é hoje em dia. Utilizando-se de metáforas, constragia a autoridade fazendo questionamentos aparentemente fúteis do cotidiano para expressar que todo o autoritarismo de hoje de nada valeria amanhã.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Chico segue durante toda a música, levantando estes questionamentos e concluindo sempre que num futuro a ordem social imposta pelos militares seriam contestadas veementemente e todo o povo cantaria a democracia, como de fato aconteceu nas Diretas Já e até hoje ocorre em todas as manifestações políticas e culturais do país.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Link para a música: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://b.radio.musica.uol.com.br/radio/index.php?ad=on&amp;amp;ref=Musica&amp;amp;busca=apesar+de+voc%EA&amp;amp;param1=homebusca&amp;amp;q=apesar+de+voc%EA&amp;amp;check=musica&amp;amp;x=16&amp;amp;y=8"&gt;http://b.radio.musica.uol.com.br/radio/index.php?ad=on&amp;amp;ref=Musica&amp;amp;busca=apesar+de+voc%EA&amp;amp;param1=homebusca&amp;amp;q=apesar+de+voc%EA&amp;amp;check=musica&amp;amp;x=16&amp;amp;y=8&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4356151453358958478-7599563514791480673?l=sonsdechumbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sonsdechumbo.blogspot.com/feeds/7599563514791480673/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4356151453358958478&amp;postID=7599563514791480673' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4356151453358958478/posts/default/7599563514791480673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4356151453358958478/posts/default/7599563514791480673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sonsdechumbo.blogspot.com/2008/12/apesar-de-voc-chico-buarque.html' title='Apesar de Você - Chico Buarque'/><author><name>Pedro Roberto Pontual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01404049198254191600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/__Y3jwmrkU3w/STlrp5Pe93I/AAAAAAAAAME/asGIBb0VsJM/S220/EUp%26b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/__Y3jwmrkU3w/STbraTiMeyI/AAAAAAAAALE/IxY5rVBuboc/s72-c/apesar%2520de%2520voce.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4356151453358958478.post-8341798289676593896</id><published>2008-12-03T12:02:00.000-08:00</published><updated>2008-12-05T10:07:57.765-08:00</updated><title type='text'>Texto Inaugural</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Este é um espaço onde a democracia é a palavra de ordem, tanto na forma de interação quanto na idéia que preceitua este projeto.&lt;br /&gt;Sabedores que somos da recente história do país e dos momentos de privação de liberdade de expressão e produção, nada mais justo do que rememorarmos, para que não deixemos que isto caia no esquecimento coletivo, essa fase que tanto terror impôs aos produtores culturais, artistas, intelectuais e ao povo em geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui nós faremos uma exposição leve e didática para que este projeto seja mais um a exaltar a coragem, determinação e genialidade, daqueles que com arte enfrentaram o regime ditatorial e contribuiram para a redemocratização do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia é postar as letras, fotos, curiosidades, interpretações e estórias que cercam as produções musicais da época da ditadura. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As análises, notas e estórias serão esxtraidas de diversos meios de comunicação e publicações, além de minhas, mas sempre que proveniente de terceiros, citaremos o autor ou publicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as contribuições para alimentação do blog serão muito bem vindas, é um projeto que, se tudo transcorrer bem, será elaborado por várias mãos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4356151453358958478-8341798289676593896?l=sonsdechumbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sonsdechumbo.blogspot.com/feeds/8341798289676593896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4356151453358958478&amp;postID=8341798289676593896' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4356151453358958478/posts/default/8341798289676593896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4356151453358958478/posts/default/8341798289676593896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sonsdechumbo.blogspot.com/2008/12/texto-inaugural.html' title='Texto Inaugural'/><author><name>Pedro Roberto Pontual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01404049198254191600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/__Y3jwmrkU3w/STlrp5Pe93I/AAAAAAAAAME/asGIBb0VsJM/S220/EUp%26b.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
